Somos a Rádio Exu

Radio Exu – comunicação comunitária de matriz africana.

 

 

Exu sou eu, é você, Exu é o momento, Exu é o som, Exu é a diversidade, Exu é a alegria e a harmonia, é a tristeza, Exu é o coito carnal, Exu é o nascer de uma criança, Exu é tudo, Exu é o primeiro.” Mãe Beata de Yemonjá

 

 

Ofereço-te Exu O ebó das minhas palavras Neste padê que te consagra”. Abdias Nascimento

 

 

Exu Orixá da comunicação, senhor dos caminhos. É o primeiro a ser reverenciado nos rituais. Exu é o primeiro, na roda, no xirê ancestral dos orixás. Exu, além de ser o homem da encruzilhada também é o guardão das portas, das entradas das cidades... Aquele que é mensageiro, que é o viajante e que sempre está em movimento. Ele é o princípio da passagem, da mudança, da transição, do movimento.

 

 

Radio Exu – comunicação comunitária de matriz africana é um projeto de mídia étnica e racial que difunde os valores civilizatórios da matriz africana na diáspora brasileira, e prima pelo combate ao racismo e pelo fortalecimento de redes solidárias de lutas sociais e das culturas negras com protagonismo negro, de povo tradicional de matriz africana (terreiro) e de juventude de terreiro. Transmite conteúdos de lutas sociais, difunde e divulga tanto os agentes quanto as culturas negras amazônidas e brasileiras.

 

 

 

Organizações e participantes:

 

 

  • ABO – Associação Brasileira de Ogãs (Coordenação Amapá)

  • ACAOÃ - Associação Cultural Afro-brasileira de Oxaguiã (Belém/PA)

  • ACIYOMI - Associação Afro-Religiosa e Cultural Ile Iyaba Omi (Belém/PA)

  • AFAIA - Associação dos Filhos e Amigos do Ile Iya Omi Ase Ofa Kare (Belém/PA)

  • AFAMUKONGO - Associação de Filhos e Amigos do Caçador (Belém/PA)

  • APUMA - Associação de Povos de Umbanda e Matriz Africana do Estado do Pará

  • BAMBARE - Cia de Teatro e Dança Negra (Belém/PA)

  • Casa do Tempo (Ananindeua/PA)

  • Centro de Referência Panafricanistas Beco da Cota Cultural (São Luís/MA)

  • CEN - Coletivo de Entidades Negras (Coordenação Pará)

  • Egbe Igbagbo Olorun (Belém/PA)

  • FOPAFRO - Fórum Paraense de Povos Tradicionais de Matriz Africana

  • FONSANPOTMA – Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana

  • Ilê Ase Nagô Oxaguia e Iyemanja (Belém/PA)

  • Ile Ase Oya Obirin Fulele (Belém/PA)

  • Ile Axé Oya Ibeji (Marituba/PA)

  • IBAMCA – Instituto Bamburusema de Cultura Afro-Amazônica (Belém/PA)

  • Instituto Encantos de Maré (Belém/PA)

  • Instituto Nangetu (Belém/PA)

  • Projeto Ngomba d’Aruanda - Comunicação Comunitária de Povos Tradicionais de Matriz Africana (Ananindeua/PA)

  • REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana

  • RENAFRO - Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

  • Grupo Samba Axé (Macapá/AP)

  • Seara de Umbanda Ogum Beira Mar (Ananindeua/PA)

  • UNIMAZ - União das Comunidades Tradicionais Afro-Amazônicas

  • Vodun Kwe de Toy Lissa (Belém/PA)

 

 

 

Palavras-chave: Tradições Afro-Amazônicas, Patrimônio Cultural Imaterial (história e memória), Cidadania e Direitos Humanos, Combate ao Racismo (racismo institucional, racismo ambiental, racismo religioso e racismo étnico), Resistência Cultural.

 

 

Público-Alvo: Povos Tradicionais de Matriz Africana (Terreiros), movimento negro, comunidade escolar e universitária, profissionais das ciências humanas, outros interessados no assunto.

 

Descrição: Povos tradicionais de matriz africana, Agentes da implantação da Lei 10.639-03 (lideranças do movimento social negro, professores, estudantes e técnicos-administrativos da rede de ensino), profissionais das ciências humanas, interessados no assunto.

 

 

Estrutura

 

Periodicidade: semanal (atualização aos domingos, para garantir conteúdos para a semana seguinte envie áudios em MP3 para exuradioweb@gmail.com)

 

 

 

Quadros

 

1. Noticiário semanal. informações das ações culturais, sociais, educativas e de luta por cidadania dos povos tradicionais de matriz africana.

 

 

2. Memórias da matriz africana. Entrevistas e depoimentos de memória e de histórias de vida, de resistência e participação política dos povos tradicionais de matriz africana e a sua história, com suas conquistas sociais, e a memória da preservação do sagrado.

 

 

3. Musicalidade de Matriz Africana - a musicalidade do povo tradicional de matriz africana, experimentações e projetos musicais de terreiros e musicas das expressões artísticas-culturais afro-brasileiras.

 

 

4. As Áfricas. Relato sobre os países africanos.

 

 

5. Arte e Cultura de povos tradicionais de matriz africana. Depoimentos sobre as tradições afro-amazônicas e afro-brasileiras e sua relação com as práticas artísticas do cotidiano das culturas da diáspora, práticas que em comum trazem um forte viés emotivo baseado na coletividade, no cotidiano dos terreiros, nas lutas políticas por direitos de cidadania, na política afirmativa, nas práticas ritualísticas, na memória afetiva e na memória de vida como elementos essenciais para a construção de mundo.

 

 

6. Consciência ambiental - Partindo do princípio de que as tradições de matriz africana dependem da natureza para se manterem vivas, registramos as práticas e manejos tradicionais para a preservação do meio ambiente urbano e rural.

 

 

7. Direitos sagrados. Debate sobre situações de racismo religioso e orientações de como proceder para a garantia dos direitos dos povos tradicionais de matriz africana. Combate à violência que se lança ferozmente contra grupos e comunidades com identidade de povos tradicionais de matriz africana. Se configura como um canal de denuncia a todos os maus-tratos e preconceitos que sofrem estes individuos em várias lugares do país, com constastes ameaças, mortes e proibições. E ao mesmo tempo queremos entrevistar juristas e advogados que orientem para a busca de soluções legais para os conflitos.

 

 

8. Mulheres de Terreiro - Conhecer a história das mulheres da tradição proporciona às jovens negras, espelhos em que se vejam refletidas. Saber que suas antepassadas contribuíram para mudar

 

 

9. Patrimônio cultural. A preservação, ou melhor, a resistência cultural da matriz africana faz de nós depositários da cultura e dos saberes dos nossos antepassados: músicas, danças, artesanato, língua, emprego da medicina natural e toda a história que é transmitida através da oralidade. Os terreiros de Candomblé, de Tambor de Mina e de Umbanda são verdadeiros centros de preservação da cultura, do meio ambiente e do sagrado africano na diáspora brasileira.

 

 

10. Juventude de terreiro - mobilização social para o combate ao genocídio da juventude, em especial da juventude negra.

 

 

11. Educação para a diversidade étnica e racial. Divulgação de projetos exitosos em educação para a diversidade étnica e racial.

 

 

12. Saúde nos terreiros. Divulgação de ações tradicionais de promoção de saúde e prevenção de doenças; divulgação de ações de promoção do programa saúde integral da população negra.

 

 

13. Áudio ficção – produção de episódios de ficção (como rádio novelas), com lendas e histórias africanas e afro-brasileiras, situações cotidianas de enfrentamento ao racismo e outros temas de interesse do povo tradicional de matriz africana.