Adrian Neves e Iris da Selva concorrem ao #PrêmioExu de Música Afro-brasileira.
16/04/2018 - 23h21 em Música

O processo de criação das canções (Umbanda me salvou e Rosinha malandra) foi decorrente do nosso primeiro contato de maneira mais profunda com a Umbanda. As letras têm uma intenção muito explicita de força e fé pra enfrentar os problemas encarados no cotidiano. Cada música, à principio, foi escrita indiviualmente através das sensações que cada uma obteve nesse processo de descobrimento da espiritualidade umbandista. Depois acrescentamos e ajustamos elementos que avivaram mais ainda a melodia e as letras, com o intuito de transmitir a energia da melhor maneira possível e que a mensagem chegasse às pessoas como um abraço e um brado de fé.

Adrian Neves: Poeta marginal, agênero, mora na periferia e transmite na sua poesia a realidade que vive. Há 22 anos encarando o preconceito de cada dia, de cabeça erguida. Elx diz: “a minha paz encontro no terreiro, sou filha e protegido de Ogum guerreiro”.

Iris da Selva: Cantora e compositor de Icoaraci nascida de frente pro sol e na paz de Oxalá. 22 anos, agênero. Para elx “a espiritualidade dos Oxirás é como uma das maiores formas de resistência contra qualquer preconceito”.

Nossa grande vontade como artistas é poder viver do que escrevemos e cantamos. Adrian emana uma força contagiante muito presente em seus poemas e na sua voz; E Iris possui uma leveza transmitida na sua maneira de cantar que equilibra o peso da relidade com a leveza espiritual necessária. Participar do prêmio exu é uma oportunidade de transmitir essa energia de resistência e mostrar que as religiões de matriz afro estão mais que presentes e são mais que necessárias.

As músicas "A Umbanda me salvou" e "Rosinha malandra" serão apresentadas no dia 18 de abril a parttr das 19h - o Festival acontece no Espaço Cultural APOENA, na Av. Duque de Caxias, 450, em Belém/PA. 

Foram 26 músicas de 14 compositores vindos de 3 estados da Amazônia Legal, Amapá, Maranhão e Pará, que inscreveram composições com as temáticas da valorização das lutas negras brasileiras e a ancestralidade africana e das encantarias e cabocos afro-brasileiros. 

Para nós, da Rádio Exu, esse festival aponta a perspectiva da produção musical de combate ao racismo e da valorização d"o patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico.

 

 

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