Grupo Vozes de Fulô concorre ao #PrêmioExu de Música Afro-brasileira.
14/04/2018 - 14h59 em Música

Vozes de Fulô nasceu da identificação rítmica das raízes africanas, indígenas e caboclas, predominantemente um rico legado cultural situado na região amazônica. A formação se deu de maneira orgânica no feliz acaso das esquinas, onde também acontece de forma pulsante e resistente à vida cultural da cidade de Belém do Pará. Acreditamos que o tambor é uma linguagem ancestral, cuja a sua existência se apresenta como uma ferramenta de grande força de comunicação, contribuindo para a preservação da identidade ancestral deste ser amazônida. Tendo em vista que a ausência de investimentos por parte do governo dificulta a propagação da cultura regional, tornando-a um movimento intrinsecamente de resistência. Sem apoio financeiro governamental, de modo independente, o grupo vem desenvolvendo ações sociais com diversos coletivos e grupos alternativos e periféricos da cidade. Através da experimentação artística que proporciona um diálogo a partir da música, onde a voz e a percussão norteiam o trabalho experimental do Vozes de Fulô, propondo uma costura com as linguagens artísticas como: poesia, performance e dança. Portanto, busca parcerias que fortalecem e disseminam a cultura local, e das regiões ribeirinhas e do salgado. Essa troca só pôde ser enriquecida pelo acolhimento e a generosidade dos Mestres e Mestras de Boi-Bumbá, Samba de Cacete e Carimbó fazendo da roda um organismo plural, de transformação. A identidade musical do Grupo não poderia ser diferente. Um encontro festivo entre os ritmos de Carimbó, Samba de Cacete, Lundum, Boi-Bumbá, Coco, Cirandas e Cantos Sagrados Tradicionais, ritmos predominantemente de origem cabocla, negra e indígena.

O "Vozes de Fulô" se apresenta no dia 18 de abril a partir das 19h - o Festival acontece no Espaço Cultural APOENA, na Av. Duque de Caxias, 450, em Belém/PA.

Foram 25 músicas de 15 compositores vindos de 3 estados da Amazônia Legal, Amapá, Maranhão e Pará, que inscreveram composições com as temáticas da valorização das lutas negras brasileiras e a ancestralidade africana e das encantarias e cabocos afro-brasileiros.

Para nós, da Rádio Exu, esse festival aponta a perspectiva da produção musical de combate ao racismo e da valorização do patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico.

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