Diogo Monteiro concorre ao #PrêmioEXU de Música Afro-brasileira.
07/04/2018 - 0h15 em Música

Foi num lampejo de uma noite que Diogo Monteiro escreveu “Casa de tambor”, uma música que, para ele, continuou por conta própria seu processo de criação: “na minha cabeça ela era um carimbó, pra mim tava terminada. Foi 2 dias depois que ela se revelou uma toada”, conta.

Tal como os encantados de uma casa da qual o título se refere, “aparecer”, “apresentar-se” e “se revelar” pode ser feito de surpresa, mas nunca ao acaso. Diogo queria um encontro com uma ancestralidade originária, amazônida, e não foi por menos, apesar de esperar isso de um carimbó, ela própria, a composição, fugiu de uma linha contínua em sua mente, para sentar morada numa expressão solta do desejo deliberado do autor. Mas, nem por isso, longe da realidade dele.

Militante dos direitos humanos da comunidade afro-religiosa do estado do Pará, Diogo narra em versos o cotidiano de uma casa de axé que, a despeito de representar um espaço comunitário, tem sua rotina dividida entre quem vai até ela para dar e receber aconchego familiar, contra quem vê nela um problema a ser resolvido. O conflito, quem media, são os seus “chegados”.

A música “Casa de Tambor” será apresentada no dia 18 de abril a parttr das 19h - o Festival acontece no Espaço Cultural APOENA, na Av. Duque de Caxias, 450, em Belém/PA.

Foram 26 músicas de 14 compositores vindos de 3 estados da Amazônia Legal, Amapá, Maranhão e Pará, que inscreveram composições com as temáticas da valorização das lutas negras brasileiras e a ancestralidade africana e das encantarias e cabocos afro-brasileiros.

Para nós, da Rádio Exu, esse festival aponta a perspectiva da produção musical de combate ao racismo e da valorização do patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico.

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