Daniel Do Cavaco concorre ao #PrêmioExu de Música Afro-brasileira com “Um sonho de liberdade”, em parceria com Gilvandro Belém.
02/04/2018 - 22h33 em Música
 
“Herdei do meu pai a cultura da africanidade, e esta música é uma homenagem ao Gilvandro, meu amigo e parceiro na composição de 'Um sonho de liberdade'” - Daniel do Cavaco.
 
Daniel Dias, ou Daniel do Cavaco, é artista plástico, aderecista, carnavalesco, pagodeiro e sambista. Sobre a música concorrente, ele recorda que ele e seu parceiro compuseram o samba na época que coordenavam “um projeto social em que ofertávamos oficinas de arte com material reciclado – atendia a crianças e adolescentes - , incluindo um coral que cantou o Hino Nacional para o presidente Lula na inauguração da primeira etapa do projeto Macrodrenagem e Urbanização da Bacia do Tucunduba, em 2004”. Ele conta que o projeto não tinha patrocínio, e que mesmo assim, na base do voluntariado, reuniam crianças e adolescentes do Riacho Doce e Pantanal no Espaço Cultural Mestre 70, no Guamá. Dessa experiência resultou a “Instalação: Reciclar e criar criar e reciclar, Criar e reciclar reciclar e criar, Reciclar e criar criar e reciclar”, exposta no Salão Arte-Pará de 2003. Gilvandro Belém faleceu, de câncer, aos 27 anos, com ele Daniel guarda 20 parcerias em canções e sambas inéditos, ele acrescenta que “Gilvandro também era um defensor da cultura negra do samba, era poeta e tinha sido criado, como eu, em barracão de escola de samba, e que tinha prática em diversos instrumentos musicais”.
 
Daniel Dias (Daniel do Cavaco), foi feito em São Paulo/SP, nasceu em Teresina/PI, foi registrado em São Luís/MA, mas se considera paraense da gema. Desde os oito anos vive em Belém do Pará. Poeta, compositor, cantor, instrumentista, artista plástico, cenógrafo, carnavalesco e produtor cultural. Ganhou 4 títulos dos concursos de escolas de samba em Outeiro e Belém e ajudou a Embaixada de Samba do Império Pedreirense a voltar ao grupo especial do Carnaval, em 2019, e recebeu menção-honrosa em nos Salões de Arte da UNAMA, Arte-Pará e CCBEU. Ele se apresenta no dia 17 de abril a parttr das 19h - o Festival acontece no Espaço Cultural APOENA, na Av. Duque de Caxias, 450, em Belém/PA.
 
Foram 26 músicas de 14 compositores vindos de 3 estados da Amazônia Legal, Amapá, Maranhão e Pará, que inscreveramn composições com as temáticas da valorização das lutas negras brasileiras e a ancestralidade africana e das encantarias e cabocos afro-brasileiros.  Para nós, da Rádio Exu, esse festival aponta a perspectiva da produção musical de combate ao racismo e da valorização do patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico.
 
O vencedor do Prêmio Exu de Música Afro-brasileira terá o direito de representar o Estado do Pará no Prêmio Atabaque de Ouro, um festival nacional que premia melodias de terreiro, e que acontece anualmente na quadra do GRES Tradição, no Rio de Janeiro.
 
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